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Propaganda nas escolas

A publicidade está cada vez mais entranhada no nosso dia-a-dia. E o pior é que não querem mais nos vender apenas objetos mas também conceitos e estilos de viver. Como os temas na ordem do dia são saúde e qualidade de vida, eles são explorados por peças publicitárias e anúncios de todo tipo.

Alguns deles tentam dar um caráter quase científico às qualidades dos produtos anunciados e, para tanto, usam até mesmo nomes de profissionais.Dessa forma, tomamos conhecimento que o pediatra da personagem do anúncio indica o uso de tal sabonete para o banho de seus filhos, que ginecologistas recomendam outro para a higiene íntima de mulheres, que odontólogos preferem usar determinada marca de pasta dentifrícia e que nutricionistas aconselham certo alimento, por exemplo.

Recentemente, li nos jornais uma notícia interessante que tem íntima relação com o assunto de hoje. O Conselho Federal de Medicina, preocupado com o tipo de relacionamento estabelecido pela indústria farmacêutica com os médicos, pretende regulamentar a distribuição de benefícios da primeira aos profissionais da medicina no novo Código de Ética Médica, que está em discussão.

Oferecer presentes caros como viagens e inscrições em congressos internacionais, objetos de uso pessoal, refeições e brindes de todos os tipos são algumas das práticas usadas por muitos laboratórios no assédio aos médicos. A intenção é clara: que eles receitem este ou aquele medicamento aos pacientes, que somos nós. Por isso, a discussão é muito bem-vinda!

Agora, um fato que muitos desconhecem é que esse mesmo tipo de assédio é praticado em escolas que seus filhos freqüentam. Indústrias de alimentos oferecem aos alunos oficinas e aulas, com direito a brindes, sobre conceitos de boa (!) nutrição, por exemplo. Outras empresas abrem suas portas às escolas que querem realizar atividades extras para que os alunos aprendam (!) como são fabricados embutidos, biscoitos e similares; fabricantes de materiais usados em escolas elaboram livretos para uso do professor em aula etc.

Muitas escolas -não sei se por ingenuidade ética ou comodismo- aceitam sem reflexão que seu espaço seja usado para esse tipo de marketing. O que elas não sabem é que, ao agirem assim, dão seu precioso aval ao tipo de consumo proposto por essas empresas e aos produtos por elas fabricados e se tornam, portanto, garotas-propaganda. É bom lembrar que os pais muitas vezes nem sabem que seus filhos estão expostos a tais propagandas. Aliás, não são nem consultados a respeito dessas visitas que a escola recebe. Como funciona, afinal, a propalada parceria família-escola?

As crianças já são suficientemente bombardeadas por todo o tipo de apelo ao consumo. Não deveria ser a escola o lugar onde elas aprendem a consumir de forma livre, desprendida, crítica e consciente? Sendo assim, esta não pode, jamais, abrir suas portas às indústrias para que elas promovam o consumo em seu espaço. Que os pais fiquem alertas, portanto.

 

Escrito por Rosely Sayão às 13h45
Leituras para os filhos

Quando fui professora na faculdade de psicologia, tinha uma prática que os alunos estranhavam porque não estavam acostumados: para ajudar a compreender determinados conceitos teóricos, eu indicava literatura. Aprendi isso com dois bons professores da minha graduação.

Eu guardo na memória boas lembranças relativas à leitura. Todas as noites, e também nos freqüentes domingos frios e chuvosos de São Paulo de antigamente, minha mãe tinha por costume ler histórias para as filhas. Lembro também de meu pai escolher com cuidado um livro de sua estante para ler, muito concentrado, todas as noites antes de dormir. Esse era um momento sagrado dele que as filhas não podiam perturbar.  Esses são alguns rituais de leitura que fazem parte de minha história.

Tomei gosto pela leitura antes mesmo de saber ler e, depois de dominar as letras, devorava os livros que tinha ao meu alcance. Descobri logo que ler me permitia viver histórias que eu talvez jamais vivesse na vida real, conhecer pessoas que jamais encontraria, visitar lugares que eu nem imaginava que existiam, viajar no tempo. Aliás, ler é sempre uma grande viagem.

Vivi cada aventura narrada em “Reinações de Narizinho”. Vivi e revivi porque, apesar de ser um livro que eu considerava enorme, lia muito rapidamente para poder reler em seguida. Mas logo depois de fazer 10 anos, descobri outra obra de Lobato, esta guardada na estante fechada à chave de meu pai. Li escondido e foi assim, por meio da literatura, que comecei a descobrir o mundo adulto. Os livros foram meus grandes companheiros na infância e também na adolescência.

Depois que tive filhos, voltei a ler histórias infantis para contar a eles. Quando os dois eram pequenos – sou mãe de um casal – passava o dia, e às vezes parte da noite, no trabalho. Um dia, ao chegar tarde em casa, surpreendi os dois fazendo meu espólio. “Mãe, depois que você morrer vou ficar com isso e ele com aquilo”. Haviam feito uma partilha do que consideravam meus bens, mas brigavam por causa dos livros: os dois reivindicavam o direito de recebê-los como herança. Tão pequenos e já sabiam o quanto a leitura era importante para mim.

Hoje, leio muitos livros destinados a crianças e jovens por exigência profissional, mas devo confessar que faço isso com o maior gosto. Como hoje é o “Dia Nacional do Livro”, escolhi três livros escritos para crianças e jovens que eu gostaria de ter lido para meus filhos. Talvez, vocês possam gostar de ler para os seus.

“A invenção de HUGO CABRET” (Brian Selznick, Edições SM) narra a história de um garoto de 12 anos que tem muito talento para consertar relógios e fazer mágicas que vive em Paris no ano de 1931. Esse livro une a literatura à outra paixão que tenho: o cinema. Reproduzo um trecho da primeira página do livro. “Antes de virar a página, quero que você se imagine sentado no escuro, como no início de um filme. Na tela, o sol logo vai nascer, e você será levado em zoom até uma estação de trem no meio da cidade. Atravessará correndo as portas de um saguão lotado. Vai avistar um menino no meio da multidão e ele começará a se mover pela estação. Siga-o, porque este é Hugo Cabret. Está cheio de segredos na cabeça, esperando que sua história comece.”. Quem se animar a ler para e/ou com o filho, não se arrependerá.

O Mahabharatha é a narrativa poética mais importante do Hinduismo pelo conjunto de lendas, mitos e concepções de mundo que contém e é considerado um dos mais importantes fatores da formação cultural hindu. “Mahabharatha – pelos olhos de uma criança” (Samhita Arni, Conrad Editora) foi reescrito por uma garota de 11 anos que começou a ouvir o Mahabharatha quando tinha quatro. Leitura rica em mitos da humanidade, tão importante para a criança.
Finalmente, “O inimigo” (Davide Cali e Serge Bloch, Cosac Naify) fala sobre a guerra para que as crianças entendam e humanizem as notícias que ouvem e vêem a respeito de combates, soldados etc. Em tempos de tantas guerras e armas, essa leitura vai muito bem.

Creio que a literatura pode ajudar na compreensão de si, do outro e do mundo; provoca identificação; acalma algumas angústias e constrói outras. Por isso, e por tantos outros motivos, povoar a vida dos filhos com leituras é uma das coisas significativas que os pais podem fazer.


 

Escrito por Rosely Sayão às 02h45
A bolsa caiu

Já sabemos que nossas crianças estão submetidas a todos os acontecimentos da vida adulta desde muito pequenas. Mesmo que os pais decidam, por exemplo, não deixar a criança exposta ao noticiário de tv, de um modo ou de outro elas ficam sabendo de tudo o que acontece.

O problema não é que as notícias cheguem a elas; a questão é que, na maioria das vezes, elas ainda não têm recursos para entender alguns fatos do mundo adulto. Como uma criança pequena pode entender, por exemplo, que um pai seja acusado de matar sua filha? Que um vizinho atirou em outro? Que um rapaz que se diz apaixonado aprisione e atire na garota que namorou? Vamos reconhecer: uma criança que fica sabendo de tudo isso passa a carregar muito peso nas costas, não é verdade?

A boa notícia é que muitas dessas crianças conseguem salvar a própria infância, mesmo à nossa revelia, e dão um jeito de interpretar notícias, que para os adultos são muito graves, de um modo bem infantil, segundo a lógica muito própria que permeia seu pensamento.

Uma mãe contou que o filho chegou para ela e anunciou: “Mãe, eu sei por que a bolsa caiu.” A mulher, surpreendida com o que o filho dizia, quis ouvir sua explicação. A resposta foi deliciosa. O garoto disse que as pessoas hoje em dia usam bolsos muito fundos para colocar o dinheiro e que, por isso, quando guardam a bolsa, ela pode cair.

Esse garoto fez o que as crianças dessa idade costumam fazer: construiu uma teoria que fosse capaz de explicar um fato que ele precisava compreender. Pena que muitos adultos não entendam o processo sofisticado de pensamento utilizado pela criança para construir suas teorias e que tratem suas idéias como bobagens.

Para que haja comunicação entre um adulto e uma criança pequena é preciso um exercício de pensamento, da parte do adulto, que permita que ele suspenda seu pensamento lógico, calcado no conhecimento que tem da realidade, e se permita pensar de modo mágico e simples.

Assim, por exemplo, um casal se separa porque – como disse uma criança – o homem queria morar em um lugar, a mulher em outro e, como não conseguiram chegar a um acordo, cada um foi morar no lugar que queria.  Bem mais próprio para a criança entender assim a separação de um casal do que pensar em fim do amor, em desgaste da relação etc. Isso é coisa desse mundo complicado de gente grande, não é verdade?

 

Escrito por Rosely Sayão às 00h23

Agressividade sem controle

Quando tragédias acontecem, em geral ficamos comovidos e emocionados, solidários aos parentes das vítimas. Lamentamos o fato, procuramos entender suas causas etc. Não deixa de ser uma maneira de a sociedade exorcizar os demônios da angústia e do medo que surgem com a constatação de que "eu ou os meus poderíamos estar envolvidos em situação semelhante".

Na semana passada, testemunhamos duas tragédias: o seqüestro, fruto de um rompimento amoroso entre um jovem e uma garota, que acabou na morte desta, e o confronto das polícias civil e militar. Por associação, esses fatos tão nefastos podem dar origem a reflexões bem diversas. Por exemplo: o que a educação dos mais novos pode absorver de tudo o que aconteceu?

Em primeiro lugar, já deu para perceber que os adultos se encontram, de modo geral, com a agressividade descontrolada.Vemos isso nas brigas no trânsito, entre vizinhos, nas filas etc. Passou a ser "normal" receber ou dar cotoveladas, no sentido literal ou figurado, quando freqüentamos o espaço público. Ora, tal atitude inviabiliza a convivência social!

É claro que o estado da convivência pública contamina e afeta os mais novos, que o reproduzem: onde há grupos de crianças e adolescentes, a agressividade se transforma em violência entre os pares e contra o patrimônio. Tal e qual os adultos, eles não se envergonham dos atos que praticam contra os outros, o que significa que pouco se importam com sua imagem perante o outro. O problema é que a vergonha moral é um sentimento importante na formação e na ação moral em sociedade.

Relembrando as tragédias citadas, percebemos que nem os policiais nem o seqüestrador demostraram sentir vergonha de seus atos. Isso é preocupante e deve nos fazer pensar se damos valor aos ensinamentos do agir moral e da convivência em sociedade. Parece que preferimos eleger a competição como o mais importante, não é?

Em segundo lugar: os sentimentos têm merecido nossa atenção na educação? Quando uma criança explode por raiva ou se descontrola por ciúme, ela precisa conhecer o sentimento que a assaltou e saber que ele é legítimo, mas que sua expressão precisa ser controlada porque incide sobre o outro.

Finalmente, que valor e sentidos temos dado às leis? Para que cumpram o papel de nos proteger, é necessário ensinar a obediência a elas. Não a obediência cega e passiva, é claro. É preciso, também, aprender a se rebelar contra algumas leis e a analisá-las criticamente, mas a transgressão pura ou o confronto truculento e irresponsável não costumam ser os melhores caminhos para isso. Temos tratado sobre isso, nas escolas, principalmente?

A educação não pode ser considerada a única condição para mudar a sociedade, mas é de grande importância no processo de manutenção da vida democrática. Precisamos honrar tal compromisso quando educamos filhos e alunos.


 

Escrito por Rosely Sayão às 10h42
Namoros precoces

A tragédia do seqüestro da semana passada me fez pensar no número considerável de pais que já me escreveram ou com quem conversei em reuniões que permitem que filhas entre 11 e 13 anos namorem jovens mais velhos.

Os argumentos que esses pais usam para explicar a autorização e até acolhimento que dão ao namoro são basicamente duas: que a menina amadurece mais rapidamente que o menino e que, caso proíbam o namoro, a filha o fará escondido.

Muitos pais do mundo contemporâneo querem impedir que os filhos façam qualquer coisa escondido deles. O problema é que faz parte do processo da conquista da autonomia ter segredos em relação aos pais e transgredir as imposições e restrições que fazem. Não há maneira de impedir que isso ocorra. E uma das conseqüências de estabelecer um tipo de relação com os filhos em que estes contam tudo – quase tudo, na verdade – aos pais, é a infantilização dos adolescentes em vez da precipitação na maturidade.

Outro aspecto importante a considerar é o de que, mesmo que as garotas demonstrem maturidade, precisam lidar, muitas vezes sem saber ou perceber,  com uma relação de poder com os garotos que namoram. Sim: em pleno século XXI, ainda temos uma grande desigualdade entre os gêneros feminino e masculino e ainda há submissão da mulher ao homem. A questão é que, hoje, essa relação fica bem mais maquiada, disfarçada, e é preciso maturidade de gente grande para perceber isso.

Além disso, precisamos reconhecer que uma diferença de oito, nove, 10 anos ou mais entre adultos pode não significar nada. Já a mesma diferença entre jovens pode significar o encontro de pessoas que vivem etapas muito diversas na vida. Uma garota de 12 anos mal saiu da infância e um jovem de 18, 19 anos já é quase um adulto, por exemplo.

Até o início do século XX, muitas garotas com 13 anos casavam-se, constituíam família e tinham filhos com homens mais velhos. Mas isso ocorria em um contexto sociocultural de tradição da submissão da mulher ao homem. Além disso, quem disse que isso era uma coisa boa para elas? Nessa época, o marido substituía o pai para essas garotas: dirigia a vida delas. 

Por último, é preciso considerar que, por mais maturidade que garotas dessa idade demonstrem, elas não possuem experiência de vida para conhecer a complexidade dos sentimentos do outro. Aliás, nem os próprios. Assim, um ciúme doentio, por exemplo, pode ser encarado simplesmente como manifestação exagerada de amor.  Bem complicado isso, não é verdade?

Uma das coisas que me chamou a atenção no triste episódio foi a explicação que a polícia deu para o retorno da amiga da ex-namorada do jovem criminoso à situação de cativeiro. Eles deram instruções e realmente acreditaram que ela cumpriria à risca. Não consideraram a possibilidade de a garota fazer diferente e se colocar em situação de risco, que foi o que aconteceu. Essa é uma maneira emblemática que mostra como deixamos os adolescentes abandonados à própria sorte. Acontece que o adolescente é impulsivo, inconseqüente e insolente mesmo. Essas são as principais características dessa fase da vida, mas muitos adultos tratam seus filhos adolescentes como se eles já pudessem pensar como gente grande.

Que episódios lamentáveis como esse possam, pelo menos, nos ajudar a aprender algo e a nos fazer refletir a respeito de nosso estilo de vida na atualidade, principalmente no que diz respeito à nossa visão da infância e da adolescência.

Escrito por Rosely Sayão às 11h31

Pressa na educação infantil

Nesta época do ano, muitos pais tomam atitudes práticas em relação à matrícula do filho para o próximo ano e, para os que têm filhos na primeira infância, isso pode gerar uma série de dúvidas. Quem tem filho com idade entre quatro e cinco anos pode se atrapalhar: afinal, em qual série a criança deve ser matriculada no formato do ensino fundamental com a duração de nove anos? É bom notar que algumas escolas, com suas orientações, só aumentam a confusão.

Em primeiro lugar, é preciso entender que a educação infantil não é uma preparação para o ensino fundamental. A nomenclatura das escolas (G1, G2 etc.) aponta, em geral, a idade base para a formação do grupo. Assim, G4 diz respeito apenas ao grupo de crianças que iniciam o ano letivo com quatro anos completos ou a completar.

Não há seriação na educação infantil a não ser a de idade. Que, por sinal, poderia não existir. Afinal, por que agrupar crianças de mesma idade? Sabemos que os ritmos delas são muito diferentes na primeira infância. A convivência e o aprendizado conjunto independem da homogeneidade.Tenho convicção de que o agrupamento por idade empobrece os aprendizados com brincadeiras na primeira infância.

Considerado isso, é importante concluir que nenhuma criança "repete" o ano ou fica "retida" em educação infantil.Uma criança é considerada imatura perante seus pares? Ora, isso é um julgamento com base em teorias do desenvolvimento que desconsideram a criança em sua individualidade e em seu ritmo pessoal.

O problema é que há uma data de corte para a matrícula no primeiro ano: a criança deve ter seis anos completos ou a completar até o final de junho para iniciar o ensino fundamental. Essa é uma decisão meramente formal e legal, ressalto.

Assim, pais com filhos que cursaram o G4, mas completaram quatro anos em setembro, por exemplo, são informados pela escola de que o filho irá "repetir" o ano a fim de estar na idade certa na época de iniciar o fundamental. Orientação e informação incorreta, já que, como vimos, não há nem deve haver seriação em educação infantil. A criança com menos de seis anos pode freqüentar a escola por dois, três anos ou até mais que sempre aprenderá coisas novas. Não há criança adiantada ou atrasada na escola nessa idade, está claro?

Agora, é preciso considerar que muitos pais estão ansiosos por apressar a entrada do filho no primeiro ano. Por quê? Essa pressa é fruto, principalmente, do receio de que o filho se "atrase" em relação a outras crianças da mesma idade. Num mundo tão competitivo, muitos pais entendem que a vida escolar será decisiva para o êxito futuro do filho. Nem sempre, apontam as pesquisas.

Conclusão: alguns meses de diferença entre crianças de seis anos podem não significar nada. Um ano a mais ou um ano a menos de vida escolar no ensino básico também podem ter pouco ou nenhum efeito. O mais importante é checar o projeto da escola para a educação infantil e para o primeiro ano do fundamental.


 

Escrito por Rosely Sayão às 11h19