Receba o boletim
do Blog da Rosely Sayão
Este blog é atualizado às segundas, quartas e sextas.
Visitas
|
Chocolate à vontade para as crianças?
Criança, em geral, adora chocolate e doces. E, neste final de semana, elas provavelmente irão ganhar uma quantidade enorme dessas iguarias. É que os pais, os tios, os amigos próximos e até a escola, às vezes, querem fazer esse mimo para a criança. Afinal, é uma delícia dar presentes para elas, não é mesmo? Como sabemos, as crianças não têm ainda condição de administrar suas vontades. E, quando elas se vêem frente a tantos doces e chocolates, elas começam a comer e não conseguem parar na hora certa. Por isso, são os pais que precisam fazer isso por elas. E isso não tem sido fácil já que o índice de crianças acima do peso tem aumentado e preocupado os profissionais da saúde pelas conseqüências que provoca. Criança não tem querer: o querer dela se constrói a partir do querer dos pais – principalmente - e do ambiente em que ela vive. Se dermos uma quantidade enorme de doces para uma criança, ela passa a querer comer tudo o que tem à mão; se dermos uma quantidade pequena, ela come e, se gosta, pede mais. Só que, frente à firmeza da atitude dos pais, ela consegue ficar satisfeita com o que comeu e joga seu querer mais para depois. Isso é que é o mais importante: aprender a controlar a satisfação e a dosar em vez de buscar a saciedade completa. Mas, e quando a criança ganha aquele montão de ovos de páscoa? Simples: os pais podem guardar – afinal, deixar aquela tentação toda com a criança e exigir que ela coma só um pouco por dia é tortura – e liberar certa quantidade a cada dia, de acordo com o que acham que é satisfatório. Procurei ouvir médicos e nutricionistas a respeito da quantidade aceitável de chocolate para crianças. Há quase – quase! – um consenso: acima dos cinco anos, 100 gr diários de chocolate é o suficiente. Acima disso, pode – uma possibilidade – prejudicar. Abaixo dos cinco anos, eles não se pronunciam... Mas, o importante em termos educativos, é a atitude de os pais assumirem a responsabilidade de dosar para o filho o querer dele, correto? Cada família deve tomar sua decisão a respeito da quantidade ideal ou aceitável de chocolate nestes dias. Uma ótima Páscoa a todos que a comemoram. Beijos a todos.
Escrito por Rosely Sayão às 16h16
![]() Filhos restringem a liberdade dos pais
Gosto de trabalhar com o conceito de liberdade como escolha. Ser livre é poder escolher entre fazer uma coisa ou não fazer, ser livre é poder decidir entre várias opções ou, pelo menos, entre duas. Quem não tem escolha não é livre já que só tem um caminho a trilhar, certo? Pois uma coisa que é preciso pensar quando se tem filhos é que, depois deles, os pais perdem muito de sua liberdade. Essa perda é temporária, mas ocorre. É que a responsabilidade com os filhos limita algumas escolhas. Falo isso porque outro dia, ao ir jantar com amigos depois de um trabalho à noite – ou seja, jantamos depois das 23 hs – cruzamos no restaurante com duas mesas com casais e seus filhos pequenos, com menos se seis anos. Aliás, tem sido cada vez mais comum encontrarmos crianças acompanhando seus pais em locais e horários próprios para adultos. O exemplo que dei é apenas um entre tantos. Já vi crianças com menos de um mês com a mãe no shopping, já encontrei pai praticando esporte radical com o filho, que chorava desesperadamente enquanto esperava o pai voltar da cachoeira, já vi pais com seus amigos bebericando e conversando no bar, no início da madrugada, com os filhos junto. Nessas horas, penso que os adultos querem ter tudo ao mesmo tempo: querem filhos, querem aproveitar tudo da vida, querem fazer carreira, querem, querem, querem. Na verdade, não querem abrir mão da liberdade, não é isso? Mas, tornar-se mãe ou pai já é uma escolha: as pessoas podem decidir ter ou não ter filhos. O problema é que, cada vez que fazemos uma escolha, precisamos arcar com os ônus dela. Assim é com os filhos. Noites mal dormidas, preocupações constantes, mudanças de horários e prioridades, por exemplo, são conseqüências da decisão de ter filhos. E é preciso arcar com elas. Não dá para casar e manter a vida de solteiro, assim como não dá para ter filhos e viver como se não os tivesse. Os pais precisam fazer pequenas renúncias, cotidianamente, quando têm filhos. E com tranqüilidade. Isso, mais do que qualquer outra coisa, mostra aos próprios filhos a importância deles na vida dos pais. E é assim que a convivência entre pais e filhos melhora e a educação também.
Escrito por Rosely Sayão às 10h53
![]() |