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do Blog da Rosely Sayão
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O exercício do pensamento é estimulante para o cérebro
Li um texto hoje no Estadão muito interessante a respeito de uma pesquisa que verificou a mudança na estrutura cerebral pela influência do pensamento. O experimento foi o seguinte: a um grupo de voluntários foi solicitado que praticassem, por duas horas/dia durante cinco dias, uma seqüência de notas frente ao piano. Apenas a mão direita deveria ser usada e a seqüência exigia o uso dos cinco dedos. O objetivo era seguir o ritmo dado pelo metrônomo e não errar nenhuma nota. Após os cinco dias de treinamento, os voluntários conseguiram dedilhar a seqüência sem erros e a área do cérebro correspondente ao uso da mão direita foi medida. Foi constatado um aumento de tamanho dela, enquanto a área da mão esquerda, não utilizada, permaneceu na mesma. A segunda parte do experimento é que foi interessante. Dessa vez, o grupo de voluntários deveria sentar-se frente ao piano, deixar a mão direita repousada sobre a perna e apenas pensar que estavam dedilhando a seqüência com a mão direita. E não é que foi constatado, após os cinco dias de treino, o mesmo aumento da região cerebral? A conclusão dos cientistas foi a de que pensar intensa e repetidamente produz alterações na área do cérebro. Nesse nosso mundo hiperativo, resta muito pouco tempo e oportunidade para crianças e jovens pensarem, não é verdade? A escola enche seus alunos de atividades, os pais lotam a agenda dos filhos e estes, quando estão em casa, passam um tempão frente à televisão, no computador e jogando videogame. Pensar mesmo que é bom, quase nada. Por outro lado, essa moda de estar sempre em atividade pegou tanto que, quando os pais percebem que o filho anda quieto, pensativo, arisco com os colegas, logo acham que pode estar com problemas. Será que não está justamente pensando em sua vida, em suas dificuldades e, portanto, desenvolvendo-se, crescendo? Os pais que querem ajudar o filho na sua formação deveriam considerar atividades que estimulam o pensamento, a concentração e a dedicação. Tocar um instrumento, aprender a jogar um jogo de estratégia pensada e variada – como xadrez, por exemplo -, ler e contar o que leu, aprender a tirar fotos etc, são alguns exemplos de atividades que estimulam o pensamento, ajudam a concentrar a atenção e incentivam a imaginação criadora. Por falar em fotos, vocês já assistiram ao documentário “Nascidos em Bordéis”? Vale muito a pena.
Escrito por Rosely Sayão às 16h42
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