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do Blog da Rosely Sayão
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Adultos melhores para nossas crianças
O André Galhardo recomendou e eu adorei. Esse vídeo, uma campanha institucional, retrata muito bem o que tem ocorrido no mundo atual. Nesse tempo em que os adultos reclamam tanto da falta de limites de crianças e de jovens, é bom lembrar que, por trás de cada comportamento repreensível de crianças e jovens, há um contexto adulto como referência. Sabemos que as crianças aprendem muito mais observando o que ocorre à sua volta do que ouvindo lições teóricas. E elas são sensíveis o suficiente para perceberem as contradições entre o que ouvem dos adultos e o que testemunham no mundo deles. Por isso, precisamos tomar bastante cuidado com nossas atitudes. Não se trata de ser modelo de perfeição para eles. Sou totalmente contra essa idéia já que todos nós temos nossos defeitos, nossas manias, nossos vícios. Assim, os pais podem tomar bebida alcoólica em casa, por exemplo, na frente dos filhos, desde que seja esclarecido que o mundo adulto é diferente do mundo da criança e dos adolescentes e que seja vetado a eles tal acesso, pelo menos enquanto eles não atingirem a maturidade. Podem, também, deixar claro aos filhos que não querem que estes adquiram os mesmos defeitos dos pais. Mas, não há como fazer tal diferença quando se trata de convivência social, solidariedade, comportamento civilizado, respeito ao bem comum e aos outros, de controle da impulsividade e da agressividade. Nessas questões, crianças e adolescentes precisam do modelo adulto. E, pelo jeito, não temos sido muito bons nisso. Então, vamos desejar e oferecer adultos melhores às nossas crianças e aos jovens nesse novo ano. Desse modo, daremos a eles a esperança de um futuro melhor. PS: Entro em férias a partir de hoje. Nesse período não publicarei nenhum texto inédito, mas o blog será atualizado regularmente com textos já publicados na Folha de São Paulo. Adorei a companhia de vocês neste ano e os comentários postados. Espero reencontrar todos no próximo ano, com esperanças e energia renovadas. Beijos a todos.
Escrito por Rosely Sayão às 14h06
![]() Presentes que divertem e também fazem sentido
Tenho uma amiga especial – a Malu – e outras conhecidas que colocam a cabeça pra funcionar nesta época do ano. É que elas querem dar para as crianças presentes que provoquem surpresa e rendam bons momentos de diversão e estimulem a criação. Em tempos em que os brinquedos quase que já brincam sozinhos, esses fazem sucesso.O post de hoje é uma homenagem a quem curte dar presente para criança. São dicas e sugestões que podem servir de inspiração para quem quiser superar a mesmice de todo ano. Vamos lá! 1- Camisetas de malha branca, no tamanho da criança e de seus pais ou irmãos, e um kit de tintas coloridas para tecidos ou de pinceis de tinta permanente. Objetivo: decorar as camisetas de modo personalizado para toda a família. Obs: uma criança de 9 anos fez camisetas parecendo de jogadores e convocou a família a usar num passeio. Bela maneira de expressar a idéia de família – um time! 2- Uma cesta contendo uma receita ou um livro de receitas e os ingredientes necessários para o preparo de uma delas. Objetivo: introduzir a criança nos prazeres de cozinhar para a família. Pode acompanhar convite com sugestão de data para o evento e nomes dos convidados. 3- Um pacote com vários tecidos coloridos (tipo filó), óculos escuro, peruca, colares exagerados e outros objetos que sirvam para brincar de fazer roupa ou para caracterização teatral. Pode acompanhar um kit de maquiagem usada no teatro. 4- Um kit com jogos de “antigamente”: bolinhas de gude, pião, saquinhos 5 marias, corda para pular, figurinhas de jogar bafo, bola de meia, bilboquê, reco-reco, peteca etc. Os pais precisam ensinar as regras do jogo aos filhos e contar como se divertiam com esses brinquedos em sua infância. 5- Miçangas de todos os tipos e cores para fazer colares e pulseiras. Acompanham forma de gelo para guardar as contas, fechos e fio para a confecção (pode ser até fio dental). 6- Um livro em branco, uma caneta diferente preta para escrever e um jogo de canetas coloridas para as ilustrações. Objetivo: a criança escrever um livro. 7- Um livro de técnicas básicas de origami acompanhado dos papéis necessários para a construção de vários deles. 8- Uma folha de papel cartão colorido, uma fotografia de cada membro da família (pode ser uma máquina fotográfica para a própria criança fotografar seus parentes), cola e tesoura. Objetivo: a criança construir a árvore genealógica de sua família. 9- Um pacote com argila, palitos de dente, palitos de sorvete, miçangas e lã colorida. Desafio para a criança: usar todos os tipos dos componentes para construir algo. 10- Uma caixa com cinco objetos, sendo que cada um deles deve representar um dos cinco sentidos: olfato, audição, paladar, tato e visão. Quem tiver mais sugestões legais pode colaborar. E boa diversão!
Escrito por Rosely Sayão às 21h32
![]() Crianças e animais de estimação
Crianças, em geral, adoram animais depois de uma determinada idade, em geral em torno dos quatro anos. Agora que o costume ter um cão de estimação em casa, muitas crianças pediram de presente um filhote. Muitos pais, entretanto, hesitam em atender a tal pedido porque não sabem se dará certo ter um cachorro, em casa ou no apartamento, e se o filho dará conta do recado. Ter animais de estimação pode até servir como um bom pretexto educativo, mas para isso é preciso que os pais avaliem alguns aspectos da questão. Em primeiro lugar, os pais precisam saber que a responsabilidade maior caberá a eles mesmos, os adultos. Só os filhos adolescentes já apresentam condições de arcar com tal compromisso e, mesmo assim, se bem orientados e diariamente cobrados pelos pais. Filhos com até 13, 14 anos ainda não conseguem, sozinhos, tomar conta de um animal. Podem esquecer de dar comida, por exemplo, deixar para limpar mais tarde, e isso é normal de ocorrer nessa idade. Por isso, antes de tomar a decisão, os pais precisam pensar se darão conta de mais esse encargo diário. Depois, é preciso saber também que alguns animais precisam de dedicação para aprender a conviver com a família e, principalmente, com as crianças. O cachorro, por exemplo, um dos animais que a criançada mais adora porque interage bem com crianças e expressa afetividade, precisa ser muito bem treinado. E quem tem filhos, sabe: essa fase exige muita paciência e disponibilidade. Uma criança não consegue treinar um cãozinho. Ela, quando tem acima dos seis anos, consegue ajudar os pais nessa tarefa, apenas isso. Se os pais estiverem dispostos e conscientes com essas duas questões, poderão oferecer ao filho a oportunidade de conviver com um animal, de brincar com ele, de ter uma companhia fiel, leal e que não julga nunca. Esses são os pontos mais importantes da questão, mas para que se realizem é preciso que os pais supervisionem o filho no relacionamento com seu animal de estimação e o envolvam sempre nos cuidados exigidos.
Escrito por Rosely Sayão às 14h23
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